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Publicado: 15 Agosto 2016
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O debate sobre a Reforma da previdência segue intensificado pela Fetraf Santa Catarina. Na última sexta feira dia 12 de agosto, foi a vez do Sindicato da Agricultura Familiar de Maravilha reunir agricultores e agricultoras de todos os municípios da Base sindical que ocuparam totalmente o auditório da Câmara Municipal de Vereadores para acompanhar o debate e os ‘Impactos sobre o Segurado Especial’.

Para debater a temática com a mediação do Presidente Sintraf estiveram presente o Deputado Federal Censo Maldaner (PMDB), o Deputado Estadual Dirceu Dresch (PT), o coordenador Estadual da Fetraf Santa Catarina, Alexandre Bergamin e o assessor de Formação da Fetraf SC, professor Neuri Alves que fez palestra apresentando dados que descontrói a falácia do ‘Déficit na Previdência’ apontando um superávit acima de 11 bilhões no caixa e justifica a posição contrária da entidade.

O professor apresentou dados econômicos como arrecadação, total de despesas previdenciárias, números da Sonegação, dividas das grandes empresas, e as razões pelas quais a Fetraf é contra uma Reforma da Previdência que visa onerar os trabalhadores do Campo e da cidade para abonar sonegadores e devedores do Estado.  

Segundo assessor de formação, os trabalhadores não podem pagar uma conta que não lhes pertence. Pois, o governo além de não fazer a gestão adequada na arrecadação, na distribuição dos recursos e principalmente no compromisso de repasse dos 33% dos qual é responsável para o fundo público da previdência, não tem um sistema de fiscalização adequado, eficiente para cobrar dívidas, evitar sonegação e gestar arrecadação. E desta forma, vê como solução prática e desleal jogar para os trabalhadores o ônus de irresponsabilidade.  

Disse ainda: ‘’Atravessamos um momento do capitalismo planetário que faz-se necessário análises mais amplos para não fazer uso meramente político e insensato da palavra ‘Crise’. Os discursos têm sido permeados de justificativas que mudanças de governo como no Brasil foram necessárias, haja visto a quebra do Estado, quando na verdade se mistura crise de interesses de setores do capital para justificar ações desleais, nocivas aos trabalhadores.’’ E complementou dizendo: ‘’milenarmente a história se encarregou da gestação de três palavras: ‘Culpa, Crise e Reforma’ e o capitalismo as raptou para seu uso propondo resolver ‘CRISES’ Políticas e Econômicas com ‘REFORMAS’ antipopulares, e jogando sobre os trabalhadores a ‘CULPA’. A reforma da Previdência e trabalhista no Brasil acena para esse comportamento.’‘

O coordenador da Fetraf Alexandre Bergamin finalizou atividade dizendo aos trabalhadores e trabalhadoras que aproxima-se a hora grandes mobilizações, não mais como na década de 80 e 90 para conquistar os direitos previdenciários, mas agora para defender as conquistas adquiridas com muita luta. 

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